quinta-feira, 26 de julho de 2012
Destaque | FLÁVIO TORRES - CANÇÕES DE BOLSO - 2012 | Portugal
Género
Folk, Blues, Acustico
Flávio Torres, músico autodidata. Após participações em vários projectos e longas experiências como compositor e cantautor edita o seu primeiro trabalho a solo, trabalho este acústico numa vertente com sonoridades de raíz que vão do swing/folk ao pop e blues. Aqui existem reflexos de melancolia luminosa ou de energia suplicante onde a palavra espelha a fonte do sentir.
Este leque de canções escritas em Português retratam histórias do amor, do desencontro ou mesmo de caminhos tortuosos, vivências e críticas que de alguma forma vão ao encontro do estado do país actual.
O conjunto de canções apresentado por Flávio Torres são evidência de uma estética minimal (guitarras,contra baixo, percussões) com o intuito de procurar um som novo e mais inventivo dentro das áreas que o mesmo aborda. As Canções são simples onde o texto marca a pulsação e o ambiente acústico foge ao lugar comum.
flaviotorres.bandcamp.com/album/can-es-de-bolso
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palcoprincipal.sapo.pt/flaviotorresmusica
segunda-feira, 23 de julho de 2012
PROGRAMA 16 (20-7-2012)
As Tall As Lions - Sixes & Sevens
Moe's Implosion - Light Pollution
Brazil - We
Milbalas - Suplemento da apatia
Finch - Revelation: Song
Ten Thousand Wrong Choices - Change
The Ramblers - Lemonate
The Sidetracked Fiasco - 547
Local Resident Failure - Where The Bloody Hell Are Ya?
Ambitions - The Illusion
Templeton Pek - Calculate This Risk
The Human Project - The Fall
Boy Sets Fire - Pariah Under Glass
Verse - Setting Fire To The Bridges We Cross
Damage Case - Violator
Earth Drive - Ink Storm
terça-feira, 17 de julho de 2012
Destaque | KATABATIC - HEAVY WATER - 2012 | Portugal
Género
Post-Rock / Ambiental / Rock Instrumental
Os Katabatic lançam finalmente o seu primeiro longa-duração cinco anos depois do EP de 2007, “Vago”. Logo após os segundos iniciais de “Wonder-Room”, a primeira faixa do disco, é-nos possível verificar que muitos anos na estrada a abrir para as mais variadas bandas lhes deu mais maturidade, mais calo e mais músculo.
“Wonder-Room” é, sem dúvida, uma das grandes faixas do disco. Guitarras pesadas (a fazer lembrar Deftones em “Diamond Eyes”) a abrir caminho para o que é um álbum bastante variado e que vale bem a pena ouvir do princípio ao fim.
Temos vocalizações que aparecem ocasionalmente para injectar alguma profundidade às faixas, acabando por funcionar como mais um instrumento. Há também a presença regular de sintetizadores, o que mostra que a banda não quer ir apenas by the book e que não tem medo de explorar outras sonoridades e outros territórios. Tanto as vocalizações como os sintetizadores assentam que nem uma luva, diga-se. De salientar igualmente a produção límpida de Makoto Yagyu e Fábio Jevelim, que tiveram a preocupação de fazer todos os instrumentos sobressaírem à sua maneira.
Um dos grandes destaques de “Heavy Water” é “Anova”, com cerca de onze minutos, uma daquelas faixas que nos agarra e nos leva numa viagem por diversas paisagens e ambientes, culminando em total êxtase. Felizmente, de seguida, temos alguns segundos para descansar com o belo interlúdio, composto por Tiago Sousa, que dá nome ao disco, antes de terminar com as inspiradíssimas “Girlaxia” e “Abandónica”.
Em resumo, os Katabatic cresceram muito e temos aqui um disco muito mais directo, com guitarras pujantes, muita melodia e ambientes hipnóticos. Temos banda para se juntar a Riding Pânico e The AllStar Project no panorama post-rock em Portugal. E ainda há quem diga que não se faz música de jeito em Portugal…
http://www.ktbtc.com
https://www.facebook.com/katabaticband
http://www.myspace.com/katabatic
Destaques | SINISTRO - SINISTRO - 2012 | Portugal
Género
Post-Doom / Sludge / Post-Rock
O ano ainda vai a meio e a julgar pela colheita podemos dizer que é de assinalável qualidade, mais uma vez e pauta-se igualmente pela diversidade estilística, demonstrando que o panorama metálico português está de boa saúde e recomenda-se.
De entre um fervilhar de projectos e bandas que todos os meses vão assomando com novos trabalhos intra-muros, um grande destaque vai para os Sinistro - confesse-se que esta denominação, só por si, já é merecedora de curiosidade -, que fazem a sua aparição, auto-intitulada, num registo polifacetado, aglutinador de tantas referências que o seu enquadramento estilístico acaba por não ser nada fácil. Por aqui, há devaneios floydianos, momentos contemplativos com um fundo sonoro na linha do ambiental, há post-metal pré-'Oceanic' - com um toquezinho a Mono aqui e ali - e o bolo parece ficar completo, unindo estes ingredientes todos, com uma boa dose de doom metal. E, o mais interessante é que tudo faz sentido ao longo destes oito temas; as peças vão encaixando à medida que os minutos vão passando e tudo flui tão harmoniosamente que, terminado o som, fica uma sensação de desconforto, impelindo-nos a carregar não só no play, mas no repeat também, para uma prolongada viagem ao fundo destes temas. Somos absorvidos de forma subtil e tão generosa para o meio deste cenário - ou conjunto de cenários encadeados -, que desde cedo nos sentimos parte desta banda-sonora em que cada um de nós é o compilador de imagens e as coloca pela ordem que nos aprouver; e continuarão a fazer sentido, mesmo assim.
Num trabalho que funciona como um todo, é difícil destacar este ou aquele tema, mas 'O Acidente e a Euforia' tenta sintetizar, em pouco mais de quatro minutos, a fórmula aqui exposta - neste caso, com o contributo de Gabriel Coutinho -, 'O Dia Depois do Meu Funeral' que anda ali a deixar-se embeber pelo formato canção e, no derradeiro assomo, 'A Ira', a catarse musicada em onze minutos, onde um conjunto de teclados soberbo eleva em muito a qualidade deste tema e que conta, ainda, com a participação de Tó Pica, que efectua um belo solo já perto do final.
Desassombradamente, os Sinistro mostram-se sob uma paleta de cores que não nos deixaram indiferentes, restando saber se as mesmas têm o mesmo poder ao vivo e se mantêm a mesma vivacidade em momentos futuros. Se assim for, ainda iremos ouvir falar, e muito, deste misterioso trio. (15/20)
Sinistro - título adequado ao projecto. Assombroso - assim o descrevo.
São mais de cinquenta minutos divididos em oito faixas que merecem ser ouvidas e apreciadas por qualquer pessoa que seja amante de música pesada e experimental.
P, F e Y são os membros incógnitos deste trio que nos arrebata com as suas guitarras colossais e teclas que conduzem as músicas e criam ambientes belíssimos onde apenas existem vozes para acentuar ainda mais um clima sombrio e assustador. Temos também as participações de Tó Pica [Ramp] e Gabriel Coutinho que acrescentam ainda mais profundidade e classe às faixas onde participam.
O resultado de tudo isto é uma banda sonora emotiva e densa, com paisagens diversas que vão desde as mais negras às mais belas. Temos batidas trip-hop (em “O Dia Depois do Meu Funeral”), passagens floydianas (com o dedo de mestre de Gabriel Coutinho), o solo de guitarra de Tó Pica (em “A Ira”) e teclados que assentariam que nem uma luva num filme de terror. E temos, sobretudo, genialidade espalhada ao longo destas dez faixas. De destacar “Viagem Atribulada”, talvez a melhor do disco.
Vale a pena também ver o videoclip de “O Acidente e a Euforia”, realizado por Mike Correia (a.k.a. Mike Ghost), em que é captado de forma exímia tudo aquilo que são os Sinistro.
Em suma, este disco não pode simplesmente passar ao lado de qualquer apreciador de boa música. Ficamos à espera de poder ver esta misteriosa banda ao vivo.
http://www.facebook.com/projectosinistro
Destaque | NO TRIBE - DESERTA - 2012 | Portugal
Género
Metal / Hard Rock
Os lisboetas No Tribe nasceram em 1999 e após alguns anos em experimentações musicais, lançam o primeiro trabalho, uma demo, em 2006, intitulado The Days Of Days. Em 2009 viu a luz do dia o segundo EP, Primordial e agora, três anos volvidos e como reflexo da evolução do trajeto da banda, surge Deserta, um trabalho claramente mais maduro. Gravado, mais uma vez, nos Blacksheep Studios em Sintra com o conceituado produtor Makoto Yagyu, os seis temas que compõe Deserta mostram-nos uma banda capaz de explorar, de forma consciente e consistente, diversos campos dentro do rock. Como o próprio press-release afirma, Deserta deambula entre paisagens áridas e locais paradisíacos. Por isso não é de estranhar que a banda consiga visitar o metalcore, o progressivo, o alternativo e até o stoner. Conduzidos por uma bateria com um enorme dinamismo e versatilidade e por linhas de guitarra bem construídas, os No Tribe conseguem introduzir ainda importantes elementos melódicos, nomeadamente ao nível do refrão, que acabam por contrariar um pouco a tendência um pouco mais agressiva que se regista em grande parte do EP com as suas sucessivas descargas de pura energia e adrenalina
http://www.notribe.pt.vu
https://www.facebook.com/NoTribe.band
http://www.myspace.com/notribe
Destaque | SEVEN STITCHES - WHEN THE HUNTER BECOMES THE HUNTED - 2010 | Portugal
Género
Thrash Metal
Oriundos de Grândola, no Alentejo, os Seven Stitches ao longo dos seus 8 anos de existência estabeleceram-se como um dos nomes mais importantes do actual panorama da música mais extrema feita em Portugal. Duas demos, um EP, um split com os Swithtense e a partilha de palco com nomes tão importantes como Vader, Napalm Death, Rotten Sound, Brujeria ou Krisium ajudaram a fazer deste quinteto um nome de culto. E eis que, finalmente, editam o seu longa-duração de estreia, sob a denominação When The Hunter Becomes The Hunted. Trata-se de um trabalho composto por dez temas de thrash/death metal, variando entre o mais rápido e abrasivo ai mais técnico e melódico, mas sempre cheio de garra e extremamente inflamável, ou não viesse ele das quentes planícies alentejanas. Vocalizações agressivas, blastbeats aplicados com rigor, solos ácidos e corrosivos, riffs devastadores, são alguns dos argumentos que os alentejanos apresentam nesta sua proposta. Adicionem-lhe muita competência técnica, uma irrepreensível maturidade, inteligência ao nível da composição e estão encontrados todos os condimentos para que os fãs das facções mais extremas do metal se possam deliciar com este portento sonoro. E é a confirmação de mais um nome que vinha dando cartas, mas a quem faltava a prova de fogo: um longa-duração. Esta prova é agora apresentada e superada com distinção. O que torna os Seven Stitches mais um nome importante a ter em conta, a acompanhar e a promover além-fronteiras porque, acreditem, estes senhores apresentam um produto ao nível do que melhor a escola sueca (por exemplo) tem apresentado.
Oriundos de Grândola, um dos pontos fulcrais da revolução portuguesa, os Seven Stitches revelam-se como um quinteto perseverante, que mantém uma actividade regular e evolutiva desde os seus primeiros passos.
A sua própria revolução iniciou-se em 2002 e contam já com duas demos, um EP e um split com os Swltchtense, lançamentos estes que lhes permitiram refinar a sua sonoridade e as suas prestações ao vivo, percorrendo uma série de palcos por todo o país, partilhando os mesmos com muitas bandas nacionais e outras de renome internacional como Vader, Severe Torture, Napalm Death, Suffocation, Warbringer, Hatesphere, Rotten Sound, Brujeria, Fleshkrawl, Krisiun entre outras.
Ainda em 2009, após algumas mudanças na formação do colectivo e de testarem alguns dos novos temas ao vivo, o grupo concentra-se no registo do novo trabalho de originais e entra nos MDL Estúdios, em Paço de Arcos, para a gravação do mesmo, com o guitarrista André Tavares a assumir a produção com o resto da banda.
Já em Janeiro de 2010, os trabalhos de estúdio são concluídos e o primeiro longa-duração da banda, “When The Hunter Becomes The Hunted”, começa a ganhar vida própria com a divulgação online dos temas “From The Sky” e “Room”, temas estes que bem confirmam a evolução da banda e a coesão do novo line-up.
O renovado colectivo composto por Pica (voz), André Tavares e Bixo (guitarras), André Santos (baixo) e Nelson Teixeira (bateria) oferece-nos, destilado ao longo de dez poderosos temas um thrash/death metal de influências várias, do mais rápido e abrasivo ao mais técnico e melódico, sempre com a garra e a adrenalina de uma caçada em mente. Directamente do sul de Portugal, fazendo juz às quentes planícies de calor infernal, “When The Hunter Becomes The Hunted” é um álbum inflamável que arde em qualquer aparelhagem e que decerto não passará despercebido!
http://www.myspace.com/sevenstitchespt
https://www.facebook.com/pages/SEVEN-STITCHES/140234059335992
Destaque | WRAYGUNN - L'ART BRUT - 2012 | Portugal
Género
Rock'n'Roll / Blues
Depois de cinco anos de ausência, os Wraygunn preparam-se para regressar aos discos, no próximo dia 12 de março, com o seu quarto álbum de originais, «L'Art Brut».
Fundados em 1999 por Paulo Furtado, os Wraygunn editaram três álbuns que marcaram a primeira década deste século, entre 2001 e 2007.
«Soul Jam» (2001), o seu primeiro longa-duração, apresenta um som único entre nós, alicerçado no Rock'n'Roll mas carregado de referências de música negra, nomedamente Soul, Funk e Hip Hop.
«Eclesiastes 1.11» (2004) apresenta algumas alterações no line-up da banda que se virão a revelar decisivas. Recheado de grandes canções, marca a chegada aos Wraygunn de Raquel Ralha e Selma Uamusse, aprofunda a relação da banda com os elementos chave da cultura negra norte-americana, desta vez o Gospel e os Blues cruzados com mestria com o músculo do melhor Rock'n'Roll, e abre-lhes as portas do mercado francês com vendas superiores a 10 mil unidades e o apoio entusiástico da critica gaulesa estando entre os melhores discos do ano para publicações de referência como a Inrockuptibles ou a Rock & Folk.
«Shangri-La», o seu terceiro álbum, chega às lojas em 2007, consolidando os Wraygunn como uma das mais importantes bandas nacionais da sua geração.
Unanimemente considerado o melhor disco desse ano pela crítica nacional, «Shangri-La» está mais uma vez impregnado de Soul e Funk, mas está também inundado de electrónica analógica e de muito groove Disco, sem nunca deixar de ser fiel à forte personalidade da banda, herdeira do mais irreverente e iconoclasta Rock'n'Roll e mostra-nos uns Wraygunn ao nível do que melhor se faz em qualquer parte do mundo, como confirma o estatuto de cabeça de cartaz que conquista em território francês.
2012 marca o regresso dos Wraygunn aos discos, depois de um intervalo maior do que o habitual, devido ao facto de Paulo Furtado ter estado a trabalhar na obra-prima de Legendary Tiger man, «Femina».
Produzido por Nelson Carvalho e Paulo Furtado, «L'Art Brut» retoma o caminho dos anteriores discos dos Wraygunn: a constante renovação do legado do Rock’n’Roll através da exploração da sua relação com a mais profunda música negra norte-americana, numa atitude que, sem nunca ser revivalista, bebe no passado para apontar o futuro, e da qual resulta um som próprio embora universal, intemporal e perfeitamente identificável.
«Don’t you wanna dance» é o primeiro single a ser extraído de «L'Art Brut». Uma canção deliciosa de um grupo que nunca desistiu de deixar a sua marca na última década da mais moderna e esclarecida música feita em Portugal e que se propõe, nas semanas subsequentes ao seu lançamento, apresentar o álbum ao vivo em quatro cidades nacionais em concertos aos quais a única forma de acesso será a compra do disco.
https://www.facebook.com/wraygunn
http://www.myspace.com/wraygunn
http://pt.wikipedia.org/wiki/WrayGunn
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